Diocese de Coimbra

Web Name: Diocese de Coimbra

WebSite: http://www.diocesedecoimbra.pt

ID:299219

Keywords:

Diocese,de,Coimbra

Description:


Horário das Missas

Conheça o horário das celebrações eucarísticas

Calendário Pastoral

Conheça o programa das atividades

Contactos da Diocese

Conheça os contactos da Diocese

Nomeações Pastorais para o ano 2022-2023

DIOCESE DE COIMBRANOMEAÇÕES PARA O ANO DE 2022...

+Síntese Diocesana: Compromisso com a sinodalidade

Diocese de CoimbraSínodo 2021-2023Por uma Igreja sino...

+CPM Coimbra 2021-2022

+

Plano Pastoral


Eventos


Santo Agostinho - Padroeiro da Diocese de CoimbraJornadas PastoralAbertura Ano Pastoral+

Bispo Diocesano


Vaticano


Utilidades


Boas vindas do BispoCalendário PastoralHorario Missas Cidade CoimbraJMJ 2023Comissão de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis

Oral

Genç

Milf

Masaj

Film

xhamster

Notícias em Destaque


Festa de Santo Agostinho :: Homilia de Dom VirgílioXXII DOMINGO DO TEMPO COMUM CSANTO AGOSTINHO, PADROEIRO DA DIOCESE DE COIMBRAIGREJA DE SANTA CRUZ DE COIMBRACaríssimos irmãos e irmãs!Conta Santo Agostinho no seu livro autobiográfico, “Confissões”, que a sua mãe, Santa Mónica, que rezara pela sua conversão a vida inteira, desejava apenas uma coisa no fim dos seus dias, como diz, textualmente: “ver-te cristão católico, antes de eu morrer”. E continua reproduzindo as palavras da sua mãe: “Deus concedeu-me esta graça de modo superabundante, pois vejo que já desprezas a felicidade terrena para servires o Senhor”.Por detrás destas palavras está a vida de um filho, que passa pela dura prova da procura da verdade, dos desvios existenciais e morais, das ânsias pelo encontro do sentido da sua vida e do encontro com Deus, a suma bondade e beleza sempre antiga e sempre nova. Por detrás estas palavras está também a vida dos pais, das famílias, que procuram ver crescer os seus filhos em harmonia e felizes, o que nem sempre acontece. Esta é a realidade que continua sempre presente no percurso de cada pessoa e, especialmente, de cada jovem, que cresce para a vida no meio de alegrias e esperanças, mas também perturbações e fracassos.Somos ainda assim nos dias de hoje: sedentos do Deus vivo, andamos errantes à procura daquilo que pode preencher os nossos corações inquietos; desejosos de conhecer a verdade, buscamo-la ora de formas certas, ora no meio de tentações e desvios provenientes da nossa condição humana; andamos à procura de sentido para o que somos e fazemos a partir da nossa identidade de pessoas e criaturas, mas procurando frequentemente ocupar o lugar de Deus e do Criador; estamos àvidos da felicidade eterna, mas lançando as âncoras às seguranças passageiras e falsas que se nos apresentam como definitivas e duradouras.Santo Agostinho teve a graça de passar da arrogância das suas seguranças humanas para se encontrar nos braços de Deus e aderir às seguranças divinas; com a ajuda de Deus e as preces da sua mãe, deu o passo no sentido da humildade, que o levou à sinceridade do conhecimento fundado na sabedoria do coração e do ouvido atento à voz interior, que falou mais alto, como referia o texto de Ben-Sirá, proclamado na Primeira Leitura de hoje. Feito um longo percurso interior, ele compreendeu que “o poder do Senhor é grande” e que somente “os humildes cantam a sua glória”, reconheceu os seus erros da vida passada e abriu-se aos caminhos novos da renovação interior, que chegam sempre pela via da conversão ao Deus verdadeiro.Sublinhamos neste dia o papel insubstituível da graça de Deus derramada nos nossos corações e o lugar sempre necessário da humildade pessoal aliada ao auxílio das testemunhas da fé, concretamente ao auxílio da família cristã, pela força da sua oração e da sua caridade, os sinais maiores do amor divino.O dom de Deus está na origem da fé de cada um de nós. Precisamos de o reconhecer com toda a humildade de que somos capazes e para a qual somos ajudados pelo Espírito Santo. Vencer as nossas resistências interiores da mente e do coração, apoiados pela graça, é sempre possível, uma vez que o amor de Deus é maior do que as nossas capacidades. Não acontece sem que reconheçamos as nossas culpas, sem que confessemos os nossos pecados - ação que nos esvazia da nossa arrogância para ter lugar em nós Aquele que se aniquilou ao ponto de se fazer Homem e dar por nós a sua vida.As testemunhas da fé acolhida e vivida têm um lugar imprescindível, porque somos pessoas com os outros, nenhum de nós é uma ilha fechada e somos vulneráveis ao que se vive de mau na sociedade, mas também somos edificados pelo que de bom partilham connosco os que se cruzam connosco no percurso que fazemos. A família cristã, alicerçada na fé e ativa na comunidade humana e cristã, é, normalmente, o testemunho que mais importância tem no processo de nascer e desenvolver a resposta a Deus, no acolhimento de Jesus Cristo, na inserção na Igreja e na transformação pessoal.A oração constitui o meio de que dispomos para crescer na fé, uma vez que nos confronta diariamente com as nossas realidades e com o amor de Deus espelhado na grandeza da Criação. Sem a oração humilde, sincera e confiante, para e morre o percurso de fé tantas vezes iniciado na infância, que sofre fortes crises na adolescência e na juventude, para depois continuar mais forte ou acabar por se desfazer como fumo na vida adulta.A caridade da família tem muitas vertentes, que vão da proteção da vida ao acompanhamento fiel de cada um dos seus membros. Passa pela criação das condições materiais e humanas, inclui os projetos culturais e a transmissão dos valores sociais. Para uma família cristã tem de passar também pela comunicação do testemunho da fé, pelo cultivo da espiritualidade cristã, pelos muitos sinais de amor a Deus como Pai e à sua Igreja como Mãe que anima, consola e propõe caminhos de verdade e de vida aos seus filhos.Uma família pode e deve fazer muito pelos seus membros e a oração constitui o melhor de tudo, pois alia o testemunho humano à gratidão e à súplica pelo seu bem integral. Santa Mónica fez o que de melhor podia pelo seu filho: orou para que abandonasse os critérios do mundo e se centrasse em Cristo e no seu Evangelho, que torna feliz e que salva.Santo Agostinho, com a humildade própria de um buscador de Deus e da verdade, acolheu a caridade da sua mãe, foi sensível à sua oração feita em lágrimas, usou as suas muitas capacidades intelectuais e todos os dons que recebeu para se encontrar com Cristo e fazer d’Ele a sua sabedoria de vida.Agradecemos neste dia o convite que recebemos para participar no grande banquete da sabedoria e da vida, onde Cristo se oferece no Pão, no Vinho, na Palavra, na comunidade dos que creem e se dispõem a partilhar o dom que receberam.Agradecemos neste dia por todos os que trabalham na Igreja em favor da transmissão da fé, proporcionando auxílios intelectuais, leitura dos sinais dos tempos, tempos fortes de leitura da Escritura, de adoração ao Deus Vivo, de celebração na Assembleia Santa e de testemunho alegre e corajosos de fé.Pedimos pelos jovens em busca de felicidade e pelas famílias que rezam e lhes dão testemunho do amor de Deus, em ato de humildade e caridade pelos que procuram a beleza sempre antiga e sempre nova, por vezes tão tardiamente encontrada.Coimbra, 28 de agosto de 2022Virgílio do Nascimento AntunesBispo de Coimbra+Nomeação Pastoral 2022-2023 :: 2DIOCESE DE COIMBRANOMEAÇÕES PARA O ANO DE 2022-2023- P. António Manuel Andrek Hombo (Diocese de Benguela) – vigário paroquialde Anceriz, Arganil, Barril do Alva, Benfeita, Celavisa, Cepos, Cerdeira, Coja, Folques,Moura da Serra, Piódão, Pomares, Pombeiro da Beira, São Martinho da Cortiça, Sarzedo,Secarias, Teixeira e Vila Cova do Alva.Coimbra, 18 de agosto de 2022Virgílio do Nascimento AntunesBispo de Coimbra+Ordenação de Presbítero e Diáconos - Homilia de Dom VirgílioORDENAÇÃO DE PRESBÍTERO E DIÁCONOS NA DIOCESE DE COIMBRAXVI DOMINGO COMUM C – 2022Caríssimos irmãos e irmãs!O dia das ordenações de diáconos e presbíteros é o dia da esperança da nossa Igreja Diocesana de Coimbra. Obrigado a Deus que nos dá os ministros de que carecemos e obrigado ao António José Sebastião, ao Vítor Pauseiro e ao Rui Brito por acolherem este imenso dom de Deus e por dizerem o seu “sim” confiante que alegra o Povo de Deus.Neste dia compreendemos melhor a ação do Espírito Santo que move os corações dos homens para a fé e vemos com os nossos próprios olhos a força renovadora do amor de Jesus, que chama como há dois mil anos e diz: “vem e segue-Me”.Este é um momento privilegiado para repetirmos todos em agradecimento pela vocação cristã a que procuramos corresponder com humildade, com temor e tremor, mas cheios de confiança na infinita bondade de Deus: eu Vos louvo, Senhor; eu Vos dou graças. É também um momento privilegiado para renovarmos o nosso compromisso de fidelidade a Deus e à Igreja, como leigos, consagrados ou ministros ordenados e repetirmos com toda a alma: aqui estou, porque me chamastes; fazei de mim um instrumento do Vosso amor e da Vossa paz.Na Epístola aos Colossenses, São Paulo manifestava a sua alegria por ter sido chamado a participar dos sofrimentos de Cristo em benefício do Seu corpo, que é a Igreja. Manifestava a sua alegria por se ter tornado ministro do Evangelho poder anunciar em plenitude a Palavra de Deus, a riqueza e a glória do grande mistério, que é Cristo no meio de nós, a nossa esperança.Deste modo, Paulo sublinha as dimensões fundamentais do ministério, que hoje, aqui celebramos e que é concedido a três irmãos nossos por meio da ordem dos diáconos e dos presbíteros.Acolher e anunciar a Palavra de Deus constitui a grande graça do ministério. Pelo acolhimento da Palavra chega a fé ao coração de cada um de nós e realiza-se o mistério do nosso encontro com Deus. Pelo anúncio da mesma Palavra abrem-se aos outros a quem nos dirigimos as portas da fé e da salvação.Paulo, apóstolo do Evangelho, ajuda-nos a valorizar esse encontro que teve lugar na sua vida e a viver a paixão pela Evangelização. Ele dirige-se especialmente ao mundo dos pagãos, a todos os que andavam errantes à procura de uma oportunidade, mesmo sem o saberem ou dando-lhe até muitos outros nomes. A sua paixão incontida, já nascida no judaísmo em que cresceu e desenvolvida plenamente no encontro com Cristo Ressuscitado na estrada de Damasco, levaram-no a agradecer mesmo os sofrimentos suportados no exercício da sua vocação e a querer completar na sua própria carne o que ainda faltava à paixão de Cristo.O diácono e o presbítero, o cristão, todo aquele que foi tocado no coração pela Palavra da Salvação, que é chamado a proclamar aos fiéis, só pode viver a sua vocação como um apaixonado pela Boa Nova, que o cura e o salva a si mesmo e que propõe com amor àqueles a quem a anuncia. O diácono e o presbítero são homens apaixonados pela evangelização também nos tempos modernos. O mundo cristão precisa de Evangelho para continuar o percurso de conversão em que foi iniciado, e o mundo pagão precisa do primeiro anúncio, que faça brilhar a nova luz sobre a sua vida.A única riqueza e glória de quem recebeu o dom do ministério é Cristo no meio de nós. Se quisermos resumir o que é a fé cristã, a sua mensagem e o seu significado, temos uma palavra: Cristo. Não um Cristo distante, nem um Cristo com um discurso incompreensível ou um Cristo que seja uma ideia ou um conjunto de leis e preceitos, mas o único Cristo, Filho de Deus, irmão e amigo dos homens, o Cristo que habita em nós e é o Cristo no meio de nós.Esta presença pessoal e única de Cristo que partilha a nossa vida, as nossas vitórias e as nossas derrotas, as nossas alegrias e as nossas doenças, que tudo suporta connosco e por nós, que entra na nossa própria carne e na carne de toda a humanidade, constitui a realidade que faz nascer e que alimenta a nossa fé. Quando a presença de Cristo é relevante para a vida de uma pessoa, ela deixa-se comover interiormente, adere de coração e sente-se feliz por conhecê-l’O, pois experimenta n’Ele o amor que transforma totalmente a sua vida.O cristão e, por vocação e missão, o ministro ordenado, é uma testemunha privilegiada deste Cristo, da sua presença e da sua ação no meio da humanidade. Não tem outra riqueza para anunciar nem outra glória para cantar que não seja Cristo no meio de nós.O anúncio da Palavra de Cristo abre cada um que O encontra à esperança maior, que é a esperança de Deus. Todas as pessoas têm inscrita em si a sede de mais e melhor, a sede de futuro feliz, que é muito mais do que o seu próprio otimismo ou a sua capacidade de superação das limitações impostas pela sua humanidade. No fundo, todos temos a sede do infinito e desejamos que nos leve para além do tempo e da superação das nossas debilidades e pecados. Trata-se da sede de Deus vivida no meio das nossas doenças, dores, faltas de amor e marcas de perdição. Não nos basta uma esperança passageira e exterior fruto de algumas consolações episódicas, mas aspiramos a uma esperança maior, à esperança de Deus que nos motiva e nos recria.Foi essa esperança que Paulo encontrou em Cristo, tal como todos os homens e mulheres que se cruzaram com Ele num determinado momento da sua vida em que estavam à beira do abismo. É essa esperança que Jesus dá a cada pessoa que se encontra com Ele, quando surge uma oportunidade inesperada, que sente ser criadora e recriadora do seu futuro, caminho para a glória.A missão do ministro ordenado consiste também em facilitar a cada pessoa este encontro com Cristo, que é a esperança da glória. Nessa altura, até nos sofrimentos pode haver a alegria mais profunda e até na paixão humana pode completar-se a paixão de Cristo. Tudo tem outro sentido e é vivido com outra motivação. Como cristãos, diáconos ou presbíteros, somos homens que incarnam já neste tempo e nesta comunidade em caminho, a esperança da glória alcançada por Cristo. Aqui reside o lugar mais sensível e mais transformador da missão cristã porque toca a relação transformadora de Cristo com cada pessoa que O encontra.Quando alguém vislumbra que Cristo lhe dá a esperança da glória eterna, o encontro dá-se, a comunidade eclesial é relevante para si, o caminho de fé torna-se uma realidade que apaixona e seduz. Como evangelizadores conduzidos pelo Espírito Santo que trabalha no coração de cada pessoa, temos a missão de suscitar esse desejo e esse encontro que dá vida.Irmãos e irmãs, toda a pastoral tem esta fonte, este método e esta finalidade: anunciar a Palavra de Deus, que é Cristo no meio de nós e nos dá a esperança da glória.Fica-nos sempre a grande interrogação acerca de como realizar esta missão, com que métodos e meios há de cada um de nós, o diácono ou o presbítero, a Igreja de Deus, realizar a ação pastoral. Ilumina-nos o texto do Evangelho de São Lucas que escutámos, o encontro de Jesus com Marta e Maria.O pano de fundo deste texto é, de facto, o encontro de Jesus com duas pessoas, duas mulheres, que representam duas dimensões confluentes: uma, a escuta da Palavra de Jesus, outra, a ação concreta e material voltada para o bom acolhimento e para o serviço aos irmãos. Jesus não nega a importância de uma nem de outra, mas estabelece uma ordem de prioridades e mostra como o ativismo sem encontro com Ele e sem o dinamismo da Sua Palavra se torna passageiro e desprovido da Sua força transformadora.Tantas vezes criticamos o ativismo dos cristãos e dos ministros ordenados, não porque se negue o valor do trabalho que cansa ou das muitas realizações que se propõem. Sempre o Evangelho nos apontou para a missão que inclui entrega, desassossego, sacrifício da própria vida que se gasta e se dá. O perigo está no ativismo sem vida interior, no trabalho pastoral sem sentido sobrenatural, nas ações que cansam sem que estejam repletas de Palavra de Deus, sem Cristo presente e sem a esperança que Deus dá.Somos felizes quando, no encontro com Cristo, escolhemos a melhor parte, que não nos será tirada; realizamos a nossa missão quando passamos no caminho de muitos outros e favorecemos o seu encontro com o mesmo Cristo, a palavra Viva, que dá a esperança que não lhes será tirada.Coimbra, 17 de julho de 2022Virgílio do Nascimento AntunesBispo de Coimbra+Procissão Rainha Santa - Homilia de Dom VirgílioXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM (C)MISSA DO DIA DA PROCISSÃO DA RAINHA SANTA – IGREJA DE SANTA CRUZ – 2022Caríssimos irmãos e irmãs!Os santos são Evangelho atualizado e vivido com uma alegria e determinação, que fazem deles testemunhas perenes de fidelidade à fé em Deus e de amor ao próximo para todos os devotos. Assim acontece com Santa Isabel de Portugal, que hoje veneramos de modo especial na cidade de Coimbra, como assim acontece com os outros santos que têm uma ligação estreita com esta Igreja de Santa Cruz: São Teotónio, os Mártires de Marrocos e Santo António. Poderíamos ainda recordar outros santos que tiveram uma relação forte com Coimbra: São José de Anchieta, da Companhia de Jesus, que passou por aqui em tempos de formaçãoa fim de estudar filosofia no Real Colégio das Artes e Humanidades e que se tornou um grande homem na fé, na cultura e em humanidade; mas também os mártires do Brasil, do Japão e da China, alguns naturais de Coimbra ou formados cultural e espiritualmente em Coimbra.Outras figuras há, que já entraram no coração de Coimbra pelo seu testemunho de fé e de caridade, apesar de não terem sido canonizadas. Refiro-me aos servos de Deus, Padre Américo e Irmã Lúcia. Se Deus quiser, haveremos um dia de poder apresentá-los também publicamente à nossa cidade e à nossa diocese de Coimbra, como figuras inspiradoras capazes de nos ajudarem a elevar o nosso espírito individual e coletivo para a edificação de uma comunidade mais feliz porque mais santa.Precisamos efetivamente de elevar o nosso espírito e o nosso ânimo, tanto na Igreja como nas diferentes instituições da sociedade civil; precisamos de olhar para nós, pessoas e instituições, e de olhar para a nossa terra de uma forma entusiasta e feliz. Não podemos repousar à sombra das glórias do passado nem sucumbir face às dificuldades do presente.A mudança de atitude interior, para fortalecer a vontade e a mudança de sentir comunitário para projetar caminhos de futuro orientados para o progresso harmonioso e respeitador da pessoa humana, é uma urgência. Gostamos da nossa terra e havemos de o dizer; amamos as nossas gentes e havemos de trabalhar incansavelmente por elas; temos honra nas nossas instituições e havemos de dignificá-las e pô-las ao serviço do bem, como nos recomendava o Evangelho quando dizia: “trata bem dele”.Os santos de Coimbra, inscritos ou não nas páginas das hagiografias locais ou universais, amaram esta terra e estas gentes, movidos pela fé em Deus e pela caridade para com o próximo, ajudaram a construir um futuro promissor, e agora testemunham ainda a força dessa determinação e alegria de unir e de servir que nos podem levar muito mais longe nas realizações humanas, tanto materiais como espirituais.Pensamos, neste momento histórico, na Igreja Diocesana, motivada para aprofundar a sua missão de anunciar o Evangelho e oferecer possibilidades de encontro feliz com a fé cristã e com o Deus que é a fonte de toda a esperança; pensamos também na sociedade conimbricense com todas as suas vertentes – cultural, económica, política, social – determinada a progredir no desenvolvimento integral a que o Papa Paulo VI, na Populorum progressio, se referiu como o novo nome da paz.Celebrar Santa Isabel de Portugal e celebrar os santos de Coimbra, todos bem enraizados na fé, na cultura, em humanidade, é para nós compromisso assumido com o presente e com o futuro, com a terra e com as gentes, no respeito pela autonomia e pela liberdade de todos, pessoas e instituições, mas sempre animados e fiéis cooperadores uns dos outros. Inspirados por Santa Isabel, entendemos melhor que a fraternidade que nos une e o amor infundido em nós se manifestam na atenção dedicada a cada pessoa que se cruza connosco e se realizam igualmente no serviço que prestamos em favor da edificação da sociedade a que pertencemos.A página do Evangelho segundo São Lucas, agora proclamada, traz à nossa reflexão o centro da vida de qualquer pessoa e o âmago da vida do cristão: o amor a Deus e o amor aos irmãos. Bastaria este texto da Escritura, que expressa plenamente a proposta de Jesus Cristo aos seus discípulos e à humanidade, para nos impulsionar a segui-l’O e a acolher a Sua mensagem. Precisamos de palavras e testemunhos fortes para nos convertermos e mudarmos o mundo, e encontramo-los no Evangelho como em nenhum outro lugar.A pedagogia de Jesus e do Seu Evangelho levam-nos a fazer uma verdadeira peregrinação interior que nos faz passar da centralidade de nós mesmos à centralidade dos outros. Esse é o caminho de Deus, que não se fecha em si mesmo a guardar o seu nome e a sua santidade no Céu, mas desce e vem à procura de todo aquele que está na terra, que vem à nossa procura para nos fazer alcançar a vida eterna.Segundo a parábola do Bom Samaritano, o doutor da Lei, centrado na sua pessoa e no seu desejo de alcançar a vida eterna, é conduzido na peregrinação interior que o leva a centrar-se num homem que jaz meio morto. Acaba por compreender que mais do que procurar encontrar a sua vida eterna é importante ser o próximo de um homem, de qualquer pessoa privada da força da vida, ignorado e afastado do acesso aos bens materiais e espirituais que lhe cabem simplesmente por ser uma criatura.O doutor da Lei faz um percurso interior que o leva a passar da pergunta “quem é o meu próximo” para a pergunta “de quem é que eu sou e devo ser próximo”. Ao longo da peregrinação vai compreendendo cada vez melhor que procurar a sua vida eterna é muito pouco e que procurar a vida dos outros é a grande resposta de amor inscrita no seu coração, é a plenitude da Lei.Esta mensagem central do Evangelho é revolucionária, porque nos faz evoluir rapidamente no modo como nos situamos na relação uns com os outros, como somos pessoas cristãs na Igreja e na sociedade. De um ponto de vista pessoal, somos para os outros, como enfatizou o Papa Francisco na Exortação Apostólica “Cristo Vive” (nº 258), apontando aos jovens o cerne da sua vocação. De um ponto de vista comunitário e institucional, as instituições de matriz confessional cristã ou mesmo as instituições laicas iluminadas pela tradição cultural judeo-cristã, são para os outros, são para a sociedade.A pergunta que havemos de ter sempre presente, pessoas e instituições, é a que flui da conclusão da parábola de Jesus: de quem é que eu sou próximo? Quando nos fechamos a tentar preservar o bom nome, o poder, o bem pessoal ou institucional, deixamos muita gente caída à beira do caminho. O amor refletido na vida pessoal, social e institucional deixa muitas sequelas, não garante sempre a melhor popularidade, põe frequentemente em causa o bom nome a que se tem direito, por vezes cria fortes constrangimentos financeiros, mas é fonte de vida, constitui a revolução evangélica a que somos chamados.Santa Isabel de Portugal assumiu fazer parte dessa revolução evangélica e cristã hoje proclamada na liturgia que celebramos. Foi muito além da consideração da sua pessoa e das instituições a que pertencia, foi verdadeiramente próxima de Deus, que amou, e dos outros que serviu. É a nossa padroeira e honramo-la com um culto que é acima de tudo compromisso pessoal, eclesial e social.Santa Isabel de Portugal, rogai por nós!Coimbra, 10 de julho de 2022Virgílio do Nascimento AntunesBispo de Coimbra+Peregrinação a Fátima 2022 - Homilia de Dom VirgílioHOMILIA DA PEREGRINAÇÃO ANUAL DA DIOCESE DE COIMBRA AOSANTUÁRIO DE FÁTIMA - 2022MISSA DA VIRGEM MARIA, IMAGEM E MÃE DA IGREJA IIICaríssimos irmãos e irmãs!A assembleia dos fiéis reunida para celebrar os mistérios da fé, seja aqui no Santuário de Fátima, seja em cada uma das nossas comunidades diocesanas ou paroquiais, é a maior e melhor imagem que podemos ter da Igreja peregrina. Connosco está sempre a Virgem Maria, Imagem e Mãe da Igreja, que nos acompanha e nos deixa entrever o que a mesma Igreja deve ser já na terra e o que espera ser no Céu para onde se dirige: comunidade alegre, feliz, santa e redimida.Hoje, temos a graça de estar aqui em Fátima, mas amanhã, cada domingo, alegramo-nos por nos reunirmos nas nossas igrejas, com comunidades grandes ou pequenas, cheias de esperança ou enfraquecidas pela debilidade da fé, ardentes na caridade ou arrefecidas no que toca ao amor a Deus e ao próximo. Deus reúne o seu Povo para estar com ele, para lhe comunicar a Palavra Viva, para o levar a saborear a alegria da salvação. Não queremos ficar de fora e desejamos humildemente ajudar os nossos irmãos a acolherem o convite, pois ele é para todos os que Deus ama e Deus ama a todos.Não somos pessoas perfeitas nem constituímos comunidades perfeitas, mas temos como vocação ser puros de coração e santos. A Virgem Maria, a mais pura e santa entre todas as criaturas de Deus, ensina-nos esse caminho, pois é a cheia de graça, a escrava do Senhor, totalmente disponível para realizar a Sua vontade. O Espírito Santo que habita no seu coração, realiza nela a obra da sua santificação, tornando-a para nós a imagem profética da Igreja santa que somos chamados a ser. A nossa peregrinação de hoje e a veneração que rendemos cada dia à Virgem Maria manifesta a nossa decisão de acolher o Espírito Santo, que nos quer tornar a Igreja Santa de Deus.A Virgem Maria, Modelo e Mãe da Igreja, ensina-nos a sermos uma Igreja renovada, deixando-nos conduzir por Aquele cuja voz nos diz: “Vou renovar todas as coisas”, como ouvimos na leitura do Apocalipse. Em Cristo Ressuscitado, que introduziu a novidade absoluta no nosso mundo, já somos uma realidade nova, pois participamos da Sua morte e ressurreição, que vence as lágrimas, o luto e a dor do mundo antigo, para nos introduzir na esperança da salvação.Esta realidade que já está em nós a partir do batismo recebido, tem, agora, de ser cumprida na Igreja peregrina, a caminho da pátria celeste, figurada na nova Jerusalém, que desce do Céu da presença de Deus.De que modo se renova a Igreja, perguntamos nós?Para que a renovação aconteça, a Igreja tem de viver mais de Deus do que os homens, uma vez que nasceu de Deus, foi convocada por Deus e é obra de Deus. Quando o Papa Francisco falou sobre o mundanismo espiritual estava a acautelar-nos acerca de uma visão da Igreja entendida a partir de nós, ou seja, da terra e da nossa humanidade, em vez de a entendermos como Povo que nasce do Alto, de Deus.A inspiração divina, leva a Igreja ao discernimento sobre as realidades humanas e terrenas, conduz os seus passos. A Igreja conhece a sua dimensão humana e não prescinde dela, olha para as pessoas e para o mundo com todas as suas caraterísticas, lê os sinais dos tempos, mas procura que tudo seja iluminado pelas luzes do Espírito Santo. Para se renovar, a Igreja procura que a sua conduta seja traçada pelo próprio Deus, com o auxílio da Palavra revelada e com a graça dos sacramentos, ancora-se na oração do Povo, vive unida na comunhão dos seus membros, abre as portas à humanidade, torna atual o amor divino em tudo o que diz e faz.Na anunciação, como ouvimos no texto do Evangelho, o Anjo diz: “Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus”. Tudo o que nela acontece, não nasce da sua humanidade, mas é a obra de Deus, que ela acolheu com fé e com amor. Concebeu e deu à luz, Jesus, o Filho de Deus, pelo dom do Espírito Santo, que veio sobre ela e a cobriu com a sua sombra.Havemos de recuperar continuamente esta identidade da Igreja como obra de Deus realizada no tempo por meio do Espírito Santo e conduzida por Jesus Cristo. Não podemos sucumbir diante das visões sociológicas ou mundanas, que retiram à Igreja a dimensão sobrenatural e divina para a considerar uma organização a par de muitas outras, a uma sociedade humana conduzida por uma ideologia ou orientada para alcançar uma mera renovação social e terrena.Totalmente envolvidos na renovação do mundo em que vivemos e que Deus ama infinitamente, acreditamos que a nossa esperança está no Senhor Jesus Cristo, morto e ressuscitado. Se a Igreja não se envolve totalmente na transformação e renovação deste mundo dos homens, que é o nosso, para que seja mais fraterno, mais justo e mais pacificado, é porque não o ama como Jesus Cristo o amou, a ponto de se oferecer por ele ao Pai e por ele dar a Sua vida.Na Virgem Maria encontramos a Imagem da Igreja, porque nos mostra como ela deve e pode ser, quando humildemente se deixa conduzir pelo Espírito. Na Virgem Maria encontramos a Mãe da Igreja, porque nos mostra com que amor ela é amada e com que amor há de amar toda a humanidade.A Virgem Maria ensina também a Igreja a ser a casa de Deus, referida pela voz vinda do trono, de acordo com o Livro do Apocalipse: “Eis a morada de Deus com os homens. Deus habitará com os homens: eles serão o seu povo e o próprio Deus, no meio deles, será o seu Deus”.A Igreja é casa de Deus e casa dos homens, é tenda do encontro de Deus com os homens e dos homens com Deus. A ela todos são chamados e nela todos podem ter lugar, pois Deus abre as portas do Seu coração à humanidade inteira, a um povo de filhos que já entraram e a uma humanidade que ainda anda à procura dos caminhos para O encontrar.Ninguém procura a Igreja simplesmente para satisfazer a sua necessidade de convívio social, de fortalecimento das esperanças humanas ou obter a pacificação do coração. Tudo isso se pode procurar noutras instituições ou em metodologias e técnicas nascidas dos conhecimentos das ciências humanas ou das chamadas “espiritualidades pacificadoras da mente”. Na Igreja procura-se o Deus vivo e verdadeiro revelado por Jesus Cristo, a única esperança, salvação e paz, mas só se pode ali encontrar se ela falar de Deus, anunciar a Palavra de Deus, viver em Deus, estiver no caminho de santidade de Deus, se deixar conduzir pelos valores do Reino de Deus, for animada em cada um dos seus membros pelo Espírito Santo de Deus.A comunidade cristã que nós somos precisa de interrogar-se seriamente acerca dos seus fundamentos, acerca da sua identidade, a cerca do modo como está a ser Igreja de Deus. A Igreja que nós constituímos em cada uma das suas comunidades está a ser efetivamente morada de Deus com os homens? Não poderá acontecer que algumas vezes seja somente morada de Deus sem os homens e outras vezes somente morada dos homens sem Deus?Agradecemos, neste dia, à Virgem Maria por ser Imagem da Igreja, que é casa de Deus e por ser Mãe da Igreja, que é casa dos homens. No seu Coração Imaculado e Santo, encontram lugar Deus e os homens. Essa é vocação da Igreja que aqui viemos aprender de novo, para que, regressando às nossas terras, levemos este espírito de renovação de que tanto sentimos necessidade.A sinodalidade, comunhão, participação e missão, que nos foi proposta pelo Papa Francisco e na qual avançamos confiantes, está ao serviço desta renovação urgente para que o mundo creia e seja salvo: fazemos caminho juntos e sempre com Ele, seremos o Seu Povo e Ele será o nosso Deus.Pedimos a intercessão de Nossa Senhora de Fátima para que a nossa atenção aos mais novos a quem dizemos, “Jovem, levanta-te! Cristo vive”, seja estrada aberta à renovação desejada, se eles conhecerem a Igreja como tenda do encontro com o Cristo Vivo que de coração inquieto procuram.Renovemos, neste lugar e neste momento, a certeza de que “Com Maria, edificamos a Igreja”.Fátima, 09 de julho de 2022Virgílio do Nascimento AntunesBispo de Coimbra+

As mais lidas

MISSAS CIDADE COIMBRA01 de Janeiro de 2011Plano Pastoral09 de Outubro de 2013Calendário Pastoral22 de Outubro de 2017História da Diocese de Coimbra07 de Abril de 2010Nomeações para o Serviço Eclesial 2017-201826 de Julho de 2017Mensagem de Boas vindas19 de Novembro de 2011

Organismos

Seminário Maior de CoimbraInstituto Universitário Justiça e PazPastoral JuvenilCaritas DiocesanaJubileu 2020Coimbra na JMJ 2023

Contacte-nos

Para saber qualquer informação, poderá contactar-nos:

Tel: 239708320
E-mail: casaepiscopal@diocesedecoimbra.pt

imitation watchesreplica Rolex

© Copyright 2013, Diocese de Coimbra. Todos os direitos reservados

TAGS:Diocese de Coimbra

<<< Thank you for your visit >>>

Websites to related :
Reserva de citas online - Appoin

  Página inicial Probar Precios Módulos adicionales Contacto Reserva de citas para su página web Los clientes reservan por sí mismos

G&auml;stehaus Kaiser in Menzens

  Navigation öffnenNavigation schließenStartseiteUnser G&auml;stehausunser HausZimmer & PreisePauschalenAnreiseMenzenschwandSkigebiet MenzenschwandRev

Sollte die automatische Weiterle

  Sollte die automatische Weiterleitung nicht funktionieren, so klicken Sie bitte auf den folgenden Link: https://www.liebenburg.de

Fertighaus bauen mit dem Testsie

  MenüFertighaus findenMusterhäuser Hausbau-Ratgeber KarriereSucheMenü Navigation überspringen

Biel´s Bodenbeläge GmbH, Künz

   :root{--color_0:255,255,255;--color_27:233,159,134;--color_1:255,255,255;--color_2:0,0,0;--color_3:237,28,36;--color_4:0,136,203;--col

BÖRDEGRÜN - Bördegrün - auf

  Impressum | Datenschutz| Sitemap | Schulspeisung | Angebot SpeisereiMENÜWIRFELDERFELDFRÜCHTEGETREIDEKARTOFFELNMAISRAPSRÜBENSONNENBLUMENNATURSCHUTZ

tennisverein-rinteln.de | Websit

  StartseiteÜber unsImpressumDatenschutzGastronomieHistorieKids &#038; TeensMitglied werdenNewsSeite auswählen Hinweise zur aktuellen Situation bez

Gastro & Soul | Hildesheim

   Verwendung von Cookies Diese Webseite verwendet sowohl technische wie auch analytische Cookies zur Optimier

Web Server's Default Page

  You see this page because there is no Web site at this address.

Helios Coatings | socie

  

ads

Hot Websites